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Gerador de hreflang e validador

Liste as versões de idioma de uma página e a ferramenta monta um conjunto recíproco completo em três formatos: tags para o <head>, sitemap XML e cabeçalho HTTP. A aba de validação encontra erros na marcação existente: pt_BR em vez de pt-BR, país sem idioma, URLs relativas, duplicatas.

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Onde ficam as versões
Conjunto de idiomas
Um modelo preenche as linhas a partir do domínio, do caminho e da estrutura; depois edite as URLs à mão.
Versões da página
Código: um idioma ISO 639-1 (pt, en, es), opcionalmente com um país ISO 3166-1 depois de um hífen (pt-BR, pt-PT).

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Versões— 
Idiomas— 
x-default— 
Domínios— 

    HTML — no <head> de cada versão

    Sitemap XML

    Cabeçalho HTTP — para PDFs e outros arquivos que não são HTML

    Escolha um método. Para o Google, tags, sitemap e cabeçalho são equivalentes; não é preciso duplicar a marcação, e divergências entre métodos só confundem os buscadores.

    Tudo é calculado no seu navegador — nada do que você digita é enviado para lugar nenhum.

    Como usar

    1. Descreva a estruturaInforme o domínio, o caminho da página e onde ficam as versões — subpastas ou subdomínios. Escolha um conjunto de idiomas ou adicione linhas à mão.
    2. Confira códigos e URLsA ferramenta aponta pt_BR, países sem idioma, duplicatas e URLs relativas, e sugere o valor certo.
    3. Copie um formatoAs tags vão no <head> de cada versão, o sitemap no seu arquivo de sitemap, o cabeçalho HTTP em PDFs e outros arquivos. O conjunto é idêntico em todas as versões.
    4. Valide uma página no arCole o HTML em “Validar uma página”: a ferramenta extrai os links, encontra erros e leva um conjunto corrigido para o gerador.

    O que é hreflang e para que serve

    O hreflang avisa aos buscadores que uma página tem versões em outros idiomas ou para outros países. O Google usa esses links para mostrar a cada usuário a versão certa: quem busca no Brasil vê /br/precos em reais, quem busca em Portugal vê /pt/precos em euros. Não é um fator de ranqueamento em si: ajuda a escolher qual URL mostrar.

    O Google aceita três métodos de marcação equivalentes:

    HTML, no <head>: <link rel="alternate" hreflang="pt-BR" href="https://example.com/br/precos" /> <link rel="alternate" hreflang="pt-PT" href="https://example.com/pt/precos" /> <link rel="alternate" hreflang="x-default" href="https://example.com/precos" /> Cabeçalho HTTP (para PDFs e outros arquivos que não são HTML): Link: <https://example.com/pt/precos>; rel="alternate"; hreflang="pt-PT", … Sitemap XML: em cada <url>, <xhtml:link rel="alternate" hreflang="…" href="…"/> para todas as versões, incluindo a própria página

    O valor do atributo é um código de idioma ISO 639-1, opcionalmente seguido de um código de país ISO 3166-1 alfa-2 depois de um hífen: pt, pt-BR, pt-PT. O valor especial x-default marca a página para todos os demais: um seletor de idioma ou a versão principal.

    Um site num só idioma e para um só mercado não precisa de hreflang. Ele é necessário quando a mesma página existe em várias variantes: traduções, versões regionais com preços e moedas diferentes, ou versões em português para o Brasil e para Portugal com vocabulário adaptado.

    Como implementar hreflang corretamente

    Reciprocidade e autorreferência

    A regra principal da documentação do Google: os links precisam ser recíprocos. Se a versão de Portugal aponta para a do Brasil, a do Brasil precisa apontar de volta; senão a marcação pode ser ignorada. Além disso, cada versão lista a si mesma. O jeito mais simples é colocar o mesmo conjunto completo em todas as versões — exatamente o que o gerador monta.

    Códigos

    • O idioma é sempre obrigatório; o país, só junto com o idioma. hreflang="BR" é erro — use pt-BR.
    • Cuidado com br em minúsculas: é um código de idioma válido, mas é o bretão. A ferramenta não marca como erro, porque o código existe.
    • O separador é o hífen. pt_BR aparece em locales de software e no og:locale, mas no hreflang o certo é pt-BR.
    • Um idioma sem país funciona como reserva para todos os países. Se você tem pt-BR e pt-PT, adicione pt para quem fala português em Angola, Moçambique ou em qualquer outro lugar.

    hreflang e canonical

    Cada versão precisa ser canônica de si mesma. Um erro comum é apontar o rel="canonical" da versão de Portugal para a do Brasil porque os textos são parecidos: isso declara a versão portuguesa como duplicata, e os buscadores podem não mostrá-la. O canonical aponta para a página da mesma variante; o hreflang descreve a relação entre elas. As URLs do hreflang precisam coincidir com as canônicas: sem parâmetros extras, mesmo protocolo e mesma barra final.

    URLs

    Use URLs completas, com protocolo e domínio: https://example.com/pt/, não /pt/. As versões podem ficar em domínios diferentes (example.com.br, example.pt) — o hreflang funciona entre domínios. As páginas do conjunto devem responder 200 e não podem estar bloqueadas para indexação.

    Estrutura de site multilíngue e escolha de URLs

    O Google se apoia no hreflang. O Bing historicamente recomenda o atributo lang do HTML ou a meta tag content-language e uma estrutura de URL clara, e dá menos peso ao hreflang. Na prática, use tanto o atributo lang quanto o hreflang.

    Domínios de país, subdomínios ou subpastas

    O guia do Google para sites multirregionais e multilíngues compara as opções assim:

    • Domínios de país (example.com.br, example.pt) — o sinal de país mais claro, mas cada domínio precisa ser comprado, mantido e fortalecido separadamente.
    • Subdomínios (br.example.com) — fáceis de hospedar separadamente; a ligação com o site principal fica menos óbvia para o usuário.
    • Subpastas (example.com/br/) — as mais fáceis de manter: um host, histórico de domínio compartilhado. Para SaaS costuma ser a opção mais prática.
    • Parâmetros de URL (?lang=pt) não são recomendados pelo Google: dificultam saber qual versão o usuário está vendo.

    Seja qual for a escolha, não redirecione usuários automaticamente por IP ou idioma do navegador. Os robôs podem nunca ver as outras versões, e as pessoas podem não chegar à que queriam. Mostre um seletor de idioma visível e deixe o hreflang indicar a URL certa aos buscadores.

    Erros comuns de hreflang

    • Sem links de volta. A marcação foi colocada só na versão principal — as outras não apontam de volta.
    • Sem autorreferência. A página lista todas as versões menos ela mesma.
    • Códigos inválidos: pt_BR, BR sem idioma, br achando que é Brasil (é bretão), códigos de três letras como por.
    • URLs relativas, ou com parâmetros de rastreamento e #fragmentos.
    • Canonical para outra variante. A versão de Portugal fica declarada como duplicata da do Brasil.
    • Versões bloqueadas para indexação no robots.txt ou com noindex — o link aponta para uma página que o buscador não pode usar.
    • Um código, duas URLs. Duas URLs diferentes com hreflang="pt-BR" no mesmo conjunto.
    • Páginas não adaptadas. Uma versão “de Portugal” idêntica à do Brasil, com “celular” e preços em reais, é duplicata, não versão regional.
    • Marcação em vários lugares que não bate: um conjunto no HTML, outro no sitemap.

    Fontes

    1. Google Search Central. Informar ao Google sobre versões localizadas da sua página — developers.google.com/search/docs/specialty/international/localized-versions.
    2. Google Search Central. Gerenciar sites multirregionais e multilíngues — developers.google.com/search/docs/specialty/international/managing-multi-regional-sites.
    3. ISO 639-1:2002. Codes for the representation of names of languages — Part 1: Alpha-2 code; registro — loc.gov/standards/iso639-2.
    4. ISO 3166-1. Codes for the representation of names of countries — iso.org/iso-3166-country-codes.html.
    5. RFC 5646 (BCP 47). Tags for Identifying Languages. IETF, 2009.
    6. Sitemaps.org. Sitemap protocol — sitemaps.org/protocol.html.
    7. Bing Webmaster Blog. How to optimize your content for search in multiple languages and regions — blogs.bing.com/webmaster.

    Perguntas frequentes

    Como implementar o hreflang?

    Em cada versão de idioma, adicione o conjunto completo de tags link rel="alternate" com hreflang: para todas as versões, incluindo a própria página, e opcionalmente x-default. O código é um idioma ISO 639-1, opcionalmente com um país ISO 3166-1 depois de um hífen; as URLs precisam ser absolutas. O gerador monta esse conjunto automaticamente.

    O que é x-default no hreflang?

    O valor para usuários cujo idioma ou país não corresponde a nenhuma versão. Em geral o x-default aponta para um seletor de idioma ou para a versão principal. É opcional, mas recomendado pelo Google.

    Preciso separar pt-BR e pt-PT?

    Só se as versões forem realmente diferentes: vocabulário, preços, moeda, condições. Nesse caso, use pt-BR e pt-PT e, de preferência, pt como reserva para os demais países de língua portuguesa. Se o texto é um só, basta pt, sem país.

    Posso indicar só o país, como hreflang="BR"?

    Não. O idioma é obrigatório e o país vem depois de um hífen. hreflang="pt" significa português; para uma versão em português voltada ao Brasil, use pt-BR. E atenção: “br” em minúsculas é o código do bretão.

    O hreflang vai no HTML ou no sitemap?

    O Google trata os métodos como equivalentes. Tags no head servem para sites pequenos, sitemap para sites grandes em que você não quer pesar cada página, e o cabeçalho HTTP para PDFs e outros arquivos que não são HTML. Escolha um método e evite divergências.

    Preciso de canonical junto com hreflang?

    Sim, mas cada versão precisa ser canônica de si mesma. Um canonical da versão de Portugal para a do Brasil diz aos buscadores que ela é duplicata e impede que apareça.

    Só o hreflang basta para o Bing?

    Sozinho, não. O Bing historicamente recomenda o atributo lang do HTML ou a meta tag content-language e dá menos peso ao hreflang que o Google. Use lang e hreflang para cobrir os dois buscadores.

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    O guia está em inglês.